Minha Carta ao Vereador João Manoel dos Santos. Por Luis Fernando Amstalden

Posted on 13 de dezembro de 2012 por

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Foto: Fabrice Desmonts MTb 22.946.Fonte: site da câmara de Piracicaba

Foto: Fabrice Desmonts MTb 22.946.
Fonte: site da câmara de Piracicaba

Na última segunda feira, durante a sessão da Câmara dos Vereadores de Piracicaba, foi mencionado o meu nome uma vez que eu enviara um carta aos vereadores sobre a lei que seria apreciada, aquela que permitiria ao SEMAE a venda de água a outros municípios.

O Presidente da Câmara, Vereador João Manoel dos Santos, no momento em que os vereadores Longatto e Paiva citaram minha carta, comentou que não acreditava que o autor da mesma fosse eu, uma vez que eu o teria caluniado via Facebook. Enviei então a ele uma nova mensagem e, como até agora minhas críticas ao Sr João Manoel tem sido públicas, coloco também em público agora a carta que lhe enviei. Se ele me enviar, uma resposta, conforme prometeu, também a postarei no Blog para apreciação e debate de todos.

Se você quiser assistir a fala do Vereador na sessão citada, segue o link:

http://www.camarapiracicaba.sp.gov.br/camara07/temp2/sessoes/video.asp?video=74_10-12.flv&vVer=10/12/2012&vTit=74%BA%20REUNIAO%20ORDIN%C1RIA

Como a sessão é longa, se preferir deixe carregar e depois avance até duas horas e trinta minutos. O debate começa mais ou menos aí.

Segue a carta:

“Sr. Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Piracicaba, João Manoel dos Santos.

Em primeiro lugar venho agradecer o seu voto pelo adiamento da apreciação do Projeto de Lei 291/12.

Sou bastante crítico, como o Sr bem sabe, mas sei reconhecer uma boa atitude como a que o Sr teve, portanto receba meus agradecimentos sinceros.

Em segundo lugar, venho comentar sua fala a meu respeito na sessão do dia 10 de dezembro de 2012, na qual infelizmente eu não pude estar presente, mas para a qual lhe enviei, assim como a todos os vereadores, minhas considerações por email.

Na sessão o Sr afirmou que esperava que não fosse eu aquele o “caluniara” através do Facebook,. Não ficou tão claro assim para mim, e assisti ao vídeo duas vezes, mas aparentemente o Sr afirmou que eu teria dito que o Sr. pediu retaliações contra mim na EEP. Afirmou ainda que isso era uma calúnia de minha parte e que o Sr iria responder isso de maneira civilizada, como cidadão.

Agradeço a intenção de me responder civilizadamente e espero estar fazendo o mesmo.

Cabe então esclarecer alguns fatos:

Eu não disse, em momento algum, que o Sr haveria pedido retaliações a minha pessoa. Disse sim, e isso aconteceu de fato, que um determinado colega, da EEP, comentara jocosamente se eu “não temia retaliações uma vez que o Sr seria pessoa influente na EEP”.

Eu relatei este diálogo em um artigo em meu Blog (não no facebook) e não disse que o Sr havia pedido qualquer coisa. Por favor, confira o Sr mesmo na publicação feita no Blog no dia 16 de Agosto passado. Se ajudar, segue o link direto:

https://blogdoamstalden.com/2012/08/16/reacoes-ao-artigo-apoios-temores-e-tentativas-de-intimidacao-por-luis-fernando-amstalden/

Por favor, atente aos últimos parágrafos nos quais eu relato o incidente. A julgar pelo seus comentários, creio que o Sr não havia tido a oportunidade de ler o texto e, penso eu, deve ter ouvido relatos dele através de terceiros. Infelizmente estes terceiros que leram, leram muito mal. Caso o Sr leia agora, verá que o seu nome não é citado e nem que o fato real lhe é atribuído, mas sim que um determinado e infeliz colega havia feito a mim este (mais infeliz ainda) comentário.

Por outro lado, eu de fato lhe fiz críticas severas anteriormente, mas estas foram baseadas nas suas palavras a respeito de uma manifestação em que eu estava presente e na qual o Sr utilizou termos grosseiros para se referir aos manifestantes, subentendendo-se que tais termos se dirigiam também a mim. Eu assumo estas críticas publicamente e tanto o faço que as publiquei no Blog e no Jornal de Piracicaba. Mais ainda, eu as mantenho.

Assim sendo, no artigo em que inicial, não o calunio, mas faço minha crítica às suas palavras e atuação parlamentar, posto que não concordo nem com sua fala nem com atitudes suas no legislativo. Penso que esta “não concordância” é um direito meu garantido pela Constituição, assim como também o é o meu direito de expressão.

Agora, se a sua leitura de meu artigo supracitado ainda é a de que eu lhe caluniei, então espero que o Sr me envie a resposta que prometeu.

Proponho também o seguinte: como até agora as nossas discordâncias tem sido públicas, seja pelo JP, seja pelo Blog, ou seja pela sua fala pública na Câmara, então mantenhamos o debate aberto. Penso que isso é extremamente saudável.

Eu vou publicar esta mensagem no Blog e, em contrapartida, dou-lhe o direito de apontar a minha “calúnia” publicamente. Garanto a publicação de sua resposta no meu Blog e, se assim o desejar, também no meu espaço às quartas feiras no JP. Creio que eles não se oporão.

Caso fique cabalmente provado que eu fiz alguma calúnia ao Sr, irei ainda mais longe. Pedirei publicamente desculpas ao Sr, tanto por escrito (JP e Blog) quanto pessoalmente numa sessão da Câmara.

Espero que minha proposta lhe satisfaça.

Em relação ao indivíduo que comentou jocosamente se eu não temia uma retaliação sua, fique tranquilo. Para utilizar um termo popular, eu já o “coloquei no devido lugar” e, penso eu, ele não vai voltar e me incomodar nem ao Sr como fez indiretamente.

De mais a mais, eu pessoalmente nunca acreditei em retaliações de sua parte. Mas infelizmente comentários como o do meu infeliz colega causa mal estar em outras pessoas, daí eu ter escrito sobre o fato (peço novamente que leia com atenção e penso que ficará claro que critiquei a quem me fez o comentário, e só).

Por último, uma vez que tenho um Blog democrático, fique a vontade para enviar um artigo de sua autoria para o mesmo. Prometo publicá-lo, mas também vou debater o que o Sr escrever e criticar se não concordar.
Também abro espaço para quem o quiser fazer.

Mais uma vez, agradeço seu voto e me coloco a disposição para debater o Projeto de Lei adiado, se assim for a vontade da Câmara ou a sua pessoal.

Att.

Prof. Dr. Luis Fernando Amstalden”